sábado, 27 de janeiro de 2024

Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto


No dia 27 de Janeiro, a UNESCO presta homenagem à memória das vítimas do Holocausto e reafirma o seu compromisso inabalável de combater o anti-semitismo, o racismo e outras formas de intolerância que podem levar à violência dirigida a grupos. A data marca o aniversário da libertação do Campo de Concentração e Extermínio Nazista de Auschwitz-Birkenau pelas tropas soviéticas, em 27 de janeiro de 1945. 

O Holocausto afectou profundamente os países onde foram perpetrados crimes nazis, com implicações e consequências universais em muitas outras partes do mundo. Hoje, porém, há cada vez menos testemunhas desse horror; A “era das testemunhas” – para usar a expressão da historiadora Annette Wieviorka – aproxima-se do seu crepúsculo, por isso, os Estados-Membros partilham a responsabilidade coletiva de abordar o trauma residual, de manter políticas de memória eficazes, de cuidar dos locais históricos e de promover a educação, a documentação e a investigação, de forma a reforçar ainda mais o nosso compromisso de transmitir esta memória do indizível, para que possamos legá-la às futuras gerações.

Esta responsabilidade implica educar sobre as causas, consequências e dinâmicas de tais crimes, de modo a fortalecer a resiliência dos jovens contra ideologias de ódio. À medida que os crimes de genocídio e atrocidades continuam a ocorrer em diversas regiões, e à medida que assistimos a um aumento global do antissemitismo e do discurso de ódio, isto nunca foi tão relevante.

"A recordação do Holocausto obriga-nos a enfrentar as cicatrizes do passado; ao mesmo tempo, obriga-nos também a respeitar os direitos humanos e a respeitar uma ordem internacional construída sobre o princípio fundamental de que existe dignidade em cada vida humana".

(Texto adaptado da mensagem da Sra. Audrey Azoulay,Directora Geral de la UNESCO, no Dia Internacional de Comemoração das Vítimas do Holocausto, 27 de janeiro de 2024) 

Fonte:

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Porquê ensinar sobre o Holocausto?

Título: porquê ensinar sobre o Holocausto?
Autor: UNESCO
Ano de publicação: 2019
N.º páginas: 24 p., il.

"A história do genocídio perpetrado durante a Segunda Guerra Mundial não pertence apenas ao passado. É uma 'história viva' que diz respeito a todos nós, independentemente da nossa origem, cultura ou religião. Ocorreram outros genocídios após o Holocausto em vários continentes. Como podemos retirar melhores lições do passado?” 
Irina Bokova, Diretor Geral da UNESCO 
27 de janeiro de 2012


“Quer viva na África Central, na China, no Pacífico Sul ou na Suíça, tem de estar ciente do perigo que o genocídio representa. Em última instância, educar sobre o Holocausto significa afastar a humanidade o mais longe possível dessa forma extrema de assassinato em massa". 
Yehuda Bauer, Historiador, UNESCO, 
31 Janeiro de 2012


"O século XX e o início do século XXI foram uma época de atos incomparáveis de genocídio e atrocidades em massa. Os Herero, os Arménios, o Holocausto e outros crimes Nazis, crimes Estalinistas, o Camboja, Timor Leste, Ruanda, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Darfur, República Democrática do Congo ... a lista continua.
(pág. 22)


O Holocausto foi um ponto de viragem na história da humanidade. Entender o genocídio do povo Judeu e outros crimes perpetrados pelo regime Nazi continua a ser de grande importância no mundo moderno. Independentemente de onde vivemos ou de quem somos, aprender sobre esta história universal pode ajudar a envolver os alunos numa reflexão crítica sobre as raízes do genocídio e sobre a necessidade de promover a paz e os direitos humanos para evitar tais atrocidades no futuro. Esta breve introdução proporciona uma visão geral e essencial relativamente à educação sobre o Holocausto, que pode apoiar tanto criadores de políticas, como educadores e estudantes na compreensão do genocídio e por que é vital continuar a ensinar sobre o Holocausto nos dias de hoje.
UNESCO


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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Exposição evocativa de Jean Monet | Convite



O Clube Europeu da Escola Secundária da Amadora convida a comunidade educativa a visitar a exposição evocativa de Jean Monnet, que se encontra no polivalente da escola, entre os dias 18 e 26 de janeiro.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Educação e pluralismo: um caminho | Ebook


Educação e pluralismo: um caminho resultou do trabalho que envolveu os Agrupamentos de Escolas Amadora Oeste, Cardoso Lopes e Dr. Azevedo Neves

"Esta produção resulta do encontro entre equipas de diferentes instituições ligadas à educação, visando construir um percurso formativo focado na capacitação de profissionais desta área, para melhor trabalharem com populações multiétnicas, a fim de criar as condições favoráveis a uma mais eficaz inclusão de todos. Foram aspetos centrais do percurso, o reforço da consciência, do conhecimento e das competências para trabalhar com crianças e jovens de descendência migrante.

Propõe-se que seja um guia de reflexão individual, que estimule o debate junto de grupos de trabalho, com adultos ou crianças, permitindo também, a adaptação de conteúdos e práticas relevantes para as comunidades educativas atuais, no seio de sociedades cada vez mais plurais.

Pretende-se assim, partilhar e divulgar linhas orientadoras para todos os que trabalham em contextos diversificados, que incluam ou não minorias, bem como para qualquer profissional que assuma a sociedade Portuguesa como multicultural, num mundo em constante mudança".

Introdução

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Inteligência artificial e pensamento crítico | Ebook


Título: Inteligência artificial e pensamento crítico : caminhos para a educação midiática
Autor: Alexandre Le Voci Sayad
Edição: 1.ª ed.
Publicação: S. Paulo: Instituto Palavra Aberta, 2023
N.º páginas: 160 p.

"A chegada e a popularização de ferramentas acessíveis de inteligência artificial generativa e todas as suas faces, expostas em protótipos de chatbots como o ChatGPT – que atingiu mais de 100 milhões de usuários nos primeiros dois meses após o lançamento, em novembro de 2022 – e o Bart do Google, só reforçam o fato desta obra chegar em boa hora. 

Nada mais atual como tratar esse tema sob a ótica da educação e da importância do desenvolvimento do pensamento crítico, a fim de que todos nós – estudantes, educadores e cidadãos – possamos aprender sobre IA e suas potencialidades, além dos riscos intrínsecos a qualquer evolução tecnológica. 

A própria discussão sobre o conceito de pensamento crítico já torna a leitura deste livro extremamente enriquecedora. O autor foi bastante perspicaz ao abordar questões éticas relativas ao desenvolvimento e uso da inteligência artificial, e ao alertar sobre a necessidade de aprofundar ainda mais o debate para garantir pluralidade, diversidade, equidade e respeito a todos os matizes que compõem a nossa sociedade. 

Num mundo cada vez mais conectado, no qual a IA faz parte da nossa vida coti-diana sem nos darmos conta de como isso ocorre, é crucial entendê-la: não só para fazer o melhor uso dela, mas principalmente para garantir a utilização correta e res-ponsável dessa tecnologia que veio para ficar. Por esse motivo, a educação midiática é fundamental se quisermos formar uma geração de cidadãos autônomos, indepen-dentes e que possam se beneficiar de todo o potencial da IA".

Patrícia Blanco. Apresentação

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

À conversa com … a escritora Dulce Maria Cardoso na BMFPS


A escritora Dulce Maria Cardoso é a próxima convidada da iniciativa À Conversa com …, que terá lugar no Auditório Rogério Rodrigues da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, no dia 18 de janeiro (quinta-feira), pelas 18h30.

Com a moderação de Maria João Costa.

Destinatários: Público em geral.

Participação gratuita. 

Não é necessária inscrição prévia.

Sobre | Dulce Maria Cardoso

Dulce Maria Cardoso publicou os romances Eliete (2018, livro do ano, entre outros, no Público, Expresso e no JL, Prémio Oceanos e finalista do Prémio Femina), O Retorno (2011, Prémio Especial da Crítica e livro do ano dos jornais Público e Expresso), O Chão dos Pardais (2009, Prémio PEN Clube Português e Prémio Ciranda), Os Meus Sentimentos (2005, Prémio da União Europeia para a Literatura) e Campo de Sangue (2001, Prémio Acontece, escrito na sequência de uma Bolsa de Criação Literária atribuída pelo Ministério da Cultura).

Os seus romances estão traduzidos em várias línguas e publicados em mais de duas dezenas de países. A tradução inglesa de O Retorno recebeu, em 2016, o PEN Translates Award. Publicou contos em revistas e jornais, a maioria dos quais reunida nas antologias Até Nós (2008) e Tudo São Histórias de Amor (2013). Alguns deles fazem parte de várias antologias estrangeiras, e «Anjos por dentro» foi incluído na antologia Best European Fiction 2012, da Dalkey Archive. Em 2017, foram publicados os textos Rosas, escritos no âmbito da estada em Lisboa de Anne Teresa De Keersmaeker, quando a coreógrafa foi a Artista na Cidade. Criou, ainda, a personagem Lôá, a menina-Deus, para uma série da RTP2. A obra de Dulce Maria Cardoso é estudada em universidades de vários países, fazendo parte de programas curriculares, e tem sido objecto de várias teses académicas, bem como adaptada a cinema, teatro e televisão. A autora tem participado em vários festivais de prestígio internacional. Em 2012, recebeu do Estado francês a condecoração de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras. Assina, na Visão, a coluna «Autobiografia não autorizada» (crónicas publicadas em livro, em 2021) e é comentadora na estação televisiva SIC, no programa Original é a Cultura.

Fonte:
Câmara Municipal da Amadora. Acedido em 13.01.2024 em https://www.cm-amadora.pt/pt/component/vikevents/?view=event&itid=2354