«As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir . E nada é pequeno quando tem uma biblioteca». As bibliotecas de Valter Hugo Mãe – Jornal de Letras nº 1112, maio de 2013
Agrupamento de Escolas Pioneiros da Aviação Portuguesa - Biblioteca Escolar da Escola Secundária da Amadora.
A história da ditadura e da repressão, bem como da sua polícia política, é assim também a história das formas de sedução e cooptação de parte da população, bem como das cumplicidades e dos modos utilizados pelos governados para se adaptarem às regras desses regimes e até deles beneficiarem.
Assim como nem todos os portugueses se ergueram contra a ditadura, nem todos foram vítimas da polícia política e alguns colaboraram com esta.
Ao manter a missão de promover a cultura portuguesa e universal e apoiar a democratização do acesso à cultura, a Imprensa Nacional, mais uma vez, edita obras essenciais.
«Aquilo que neste livro se entende como essencial em José Saramago corresponde à sua específica identidade como escritor, com a singularidade e com as propriedades que o diferenciam, nos seus fundamentos e manifestações. Mas isso não é tudo. No autor de Memorial do Convento afirma-se também uma condição de cidadão e de homem político, pensando o seu tempo e os fenómenos sociais e culturais que o conformam. Para o que aqui importa, isso é igualmente essencial em Saramago, até porque aquela condição de cidadão não é estranha às obras literárias com as quais ela interage, em termos muito expressivos.»
Pode não parecer, mas em 20 anos a nossa língua mudou muito. São cerca de 30 mil vocábulos novos e milhares de significados revistos e melhorados, adicionados ao Dicionário da Língua Portuguesa em linha, que totaliza, atualmente, mais de 100 mil palavras.
Este dicionário académico, em permanente reformulação e construção, é uma ferramenta valiosa para todas as pessoas interessadas na nossa língua
e constitui uma obra de referência para o conhecimento e difusão da língua portuguesa, falada e escrita, nos nossos dias.
Evocar Abril é educar para os valores democráticos - que nunca podem ser dados como garantidos!
Quarenta e nove anos após a "Revolução dos Cravos" relembramos através de uma mostra documental, como se vivia antes da instauração do regime democrático e alguns dos esquecidos da Revolução.
A exposição comemorativa do Centenário do Nascimento de José Saramago “Voltar aos passos que foram dados”, organizada pela Fundação José Saramago, é apresentada na Escola Secundária da Amadora, numa iniciativa da biblioteca escolar, e calendarizada de acordo com o departamento de Português.
Esta exposição constitui uma “viagem” pela vida e obra de José Saramago que leva o visitante a (re)encontrar as obras e o legado cultural e cívico do escritor em 15 painéis. A seleção dos textos é de Carlos Reis e Fernanda Costa, com design de André Letria. Nesta exposição, é retomado um desafio proposto pelo autor no livro “Viagem de Portugal”: “É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já”.
A exposição “Voltar aos passos que foram dados” tem ainda um propósito de divulgação e de orientação pedagógica, permitindo um contacto de iniciação ou de revisão com a literatura e com o pensamento saramaguianos.
A exposição no polivalente da ESA fica patente de 24 de abril a 9 de maio, aberta à comunidade educativa.
Os alunos do Ensino Secundário visitam a exposição de acordo com a seguinte programação:
A Biblioteca disponibiliza o guião da visita, que organizou, para os visitantes que o queiram utilizar - basta pedi-lo na BE/CRE.
Encontra-se disponível na biblioteca o número 11 da revista My Planet, de Outubro de 2022, com o título "Ver para além da incerteza".
Este número é uma edição especial, com 120 páginas, que começa com um ensaio inédito, especialmente produzido para as páginas desta revista, da autoria do escritor José Luís Peixoto, que reflete sobre a incerteza nas nossas vidas. E continua, dividida em três grandes capítulos.
No primeiro, "Porque nos sentimos cansados?", explora-se o bem-estar e a saúde mental, com pistas sobre como lidar com o mundo acelerado e em mutação.
Na segunda parte,"Como salvar o nosso planeta?", abre-se o foco e centra-se nos problemas do planeta, na forma como estes nos afectam e no que podemos fazer para ser parte da solução.
No último dos três capítulos, "Pode a incerteza ser motor de prosperidade?", fala-se de sociedade, de economia, de empresas e mostram-se casos de como a incerteza também ganha o poder de converter crises em oportunidades.
Em 1 de novembro de 1755, um sismo de magnitude 8.5, com epicentro a cerca de 240 quilómetros de Lisboa, criou um tsunami que, em cerca de 40 minutos, devastou a cidade e matou mais de 10 mil pessoas.
Segundo a documentação histórica existente, eram 09H40 quando o terramoto foi sentido e pouco depois das 10H00 vagas de um tsunami - com ondas de 15 metros - atingiram Lisboa.
O Smithsonian Channel, da CBS, recriou a catástrofe que assolou Lisboa em vídeo. Nele é possível ver o efeito do sismo nas ruas da capital portuguesa e imaginar a força das ondas que varreram a cidade.
O Dia Mundial do Refugiado (celebrado no dia 20 de junho) é marcado este ano pelo tema “Seja quem for, seja quando for, seja onde for: todas as pessoas têm direito a procurar proteção”. Este tema reforça a mensagem que todas as pessoas – não importa quem, onde ou quando – têm o direito de serem protegidas contra guerras, perseguições e violações dos seus direitos humanos.
Principais dados do relatório “Tendências Globais 2021”, do ACNUR
Em meados de maio de 2022, mais de 100 milhões de pessoas estavam deslocadas forçosamente em todo mundo devido a perseguições, conflitos, violência, violações dos direitos humanos ou eventos que perturbaram a ordem pública.
No final de 2021, o número de 89,3 milhões de migrantes forçados incluía:
27,1 milhões de refugiados, sendo:
✒ 21,3 milhões de pessoas refugiadas sob o mandato do ACNUR ✒ 5,8 milhões de pessoas refugiadas da Palestina sob o mandato da UNRWA
53,2 milhões de pessoas deslocadas internamente
4,6 milhões de solicitantes do reconhecimento da condição de refugiado
4,4 milhões de pessoas da Venezuela deslocadas fora do seu país
Entre as pessoas refugiadas e da Venezuela deslocadas fora do seu país no final de 2021:
✒ Países de renda baixa ou média acolheram 83% desta população. ✒ Países Menos Desenvolvidos ofereceram asilo para 27% deste total.
72% das pessoas viviam nos países vizinhos dos seus países de origem.
A Turquia abrigava 3,8 milhões de pessoas refugiadas (a maior população em todo o mundo), seguido por Uganda (1,5 milhão), Paquistão (1,5 milhão) e Alemanha (1,3 milhão). A Colômbia acolhia 1,8 milhão de pessoas venezuelanas deslocadas fora do seu país.
O Líbano abrigava a maior população de pessoas refugiadas per capita (em relação aos habitantes do país): 01 pessoa refugiada para cada 08 habitantes. Em seguida, vem a Jordânia (01 para cada 14) e a Turquia (01 para cada 23).
Em relação à população nacional, a ilha de Aruba abrigava o maior número de pessoas da Venezuela deslocadas fora do seu país (01 para cada 06), seguido por Curaçao (01 para cada 10).
Mais de dois terços (69%) das pessoas refugiadas vieram de apenas 05 países: Síria (6,8 milhões), Venezuela (4,6 milhões), Afeganistão (2,7 milhões), Sudão do Sul (2,4 milhões) e Mianmar (1,2 milhão).
Globalmente, havia 6,1 milhões de pessoas refugiadas, solicitantes do reconhecimento da condição de refugiado e migrantes da Venezuela em 2021 (de acordo com a Plataforma Regional de Coordenação Interagencial R4V – Response for Venezuelans).
Solicitantes do reconhecimento da condição de refugiado apresentaram 1,4 milhão de novos pedidos. Os Estados Unidos foi o maior recipiente, a nível mundial, de novas solicitações (188,9 mil), seguido pela Alemanha (148,2 mil), México (132,7 mil), Costa Rica (108,5 mil) e França (90,2 mil).
Quatro dos 10 países de origem com maior número de solicitantes de asilo estão na América Latina e no Caribe: Nicarágua (2º lugar), Venezuela (4º), Haiti (5º) e Honduras (6º). Ao final de 2021, havia mais de 1,1 milhão de pessoas refugiadas e solicitantes de asilo de El Salvador, Honduras e Guatemala em todo o mundo. As solicitações de reconhecimento da condição de refugiado apresentadas por pessoas da Nicarágua em 2021 foram cinco vezes maiores que no ano anterior.
Soluções:
5,7 milhões de pessoas deslocadas à força retornaram para suas regiões ou países de origem em 2021, incluindo 5,3 milhões de deslocados internos e 429,3 mil pessoas refugiadas.
A Rede de Bibliotecas Escolares desenvolveu uma plataforma de apoio aos docentes no processo de acolhimento de estudantes refugiados no nosso país, a qual reúne um conjunto de recursos (de produção mais antiga ou mais recente, de curadoria, de partilha,..., a que deu o nome de A de acolher.
Hoje comemoram-se 48 anos desde a Revolução de 25 de Abril de 1974, também conhecida como Revolução dos Cravos ou Revolução de Abril.
Esta Revolução foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto na sua maior parte por capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que tiveram o apoio de oficiais milicianos.
Este movimento surgiu por volta de 1973, baseando-se inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas, acabando por atingir o regime político em vigor. Com reduzido poder militar e com uma adesão em massa da população ao movimento, a reação do regime foi praticamente inexistente e infrutífera, registando-se apenas quatro civis mortos e quarenta e cinco feridos em Lisboa, atingidos pelas balas da Direção Geral de Segurança (PIDE/DGS).
Assim, ao fim de 48 anos de ditadura, o regime político autoritário e autocrata do Estado Novo (aprovado na Constituição de 1933) foi derrubado e deu-se início a um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático.
Para aproveitar este feriado da melhor maneira, apresentamos 6 documentários/filmes em versão integral e um trailer de um filme animado de curta metragem, para ficar a conhecer melhor um dos eventos mais marcantes da nossa história e os seus antecedentes.
1. As Armas e o Povo (1975)
As Armas e o Povo é um documentário produzido pelo Colectivo de Trabalhadores da Actividade Cinematográfica que ilustra os primeiros seis dias da Revolução de Abril, isto é, o período que decorreu entre o 25 de Abril e dia 1 de Maio, dia do Trabalhador. Este documentário recua também ao Golpe de 28 de Maio de 1926 para permitir ao espectador perceber os movimentos que contribuíram desde muito cedo para esta revolução.
2. Bom povo português (1980)
Bom povo português é um documentário histórico realizado por Rui Simões, que descreve a situação social e política de Portugal entre o 25 de Abril de 1974 e 0 25 de Novembro de 1975.
3. Capitães de Abril (2000)
Filme de Maria de Medeiros, foi co-produzido por Portugal, Espanha, França e Itália. Toda a história baseia-se no golpe de estado que ocorreu em Portugal, prestando homenagem aos soldados que tiraram o país do regime ditatorial, dando principal destaque a Salgueiro Maia.
4. Cartas a uma ditadura (2006)
A longa metragem, realizada por Inês de Medeiros, tem por base uma centena de cartas, escritas por mulheres portuguesas em 1958, que foram encontradas por acaso por um alfarrabista (colecionador de livros e documentos antigos), que não as leu por achar se tratarem de cartas de amor.
As cartas respondiam a uma circular enviada por um misterioso Movimento de Apoio à Ditadura do qual não há qualquer referência nos livros de História. A circular original nunca foi encontrada, mas, pelas respostas em mãos, percebe-se que era um convite para que as mulheres se mobilizassem em nome da paz, da ordem e, sobretudo, em defesa do "salvador da pátria": António de Oliveira Salazar (1889-1970).
Em todas as cartas, essas mulheres explicitam a gratidão e a admiração que têm pelo ditador. Mas, como se a necessidade de falar fosse mais forte, por entre chavões e frases feitas surgem por vezes o medo, a tristeza e o isolamento em que se vivia em Portugal nos anos 50. Assinam as cartas uma costureira, muitas professoras primárias, donas de casa e algumas esposas de homens importantes do regime. Ao confrontar essas mulheres com os fantasmas do passado, e graças a um material de arquivo inédito, Cartas a uma Ditadura é um mergulho perturbador no obscurantismo que dominou Portugal por mais de 50 anos.
5. A hora da liberdade (1999)
Ficção documental realizada por Joana Pontes que retrata o que ocorreu a partir da noite de 24 de Abril de 1974 e no dia de 25 de Abril de 1974.
6. Torre Bela (1977)
Sob o lema "a terra para quem a trabalha", a reforma agrária do período da democratização arrancou com várias ocupações de terras um pouco por todo o país, protagonizadas por movimentos populares. Uma das quais foi a Herdade da Torre Bela ocupada a 23 de abril de 1975 por vários trabalhadores da Azambuja, numa ocupação que ocorreu sem intervenção partidária e que deu origem a uma cooperativa popular.
A ocupação da Herdade da Torre Bela ficou registada no documentário do alemão Thomas Harlan, de 1977.
7. Os salteadores (1993) excerto
Realizado por Abi Feijó a curta animação de animação decorre dentro de um carro, numa viajem à noite ao longo da costa portuguesa, nos anos 50, ouve-se uma discussão sobre a identidade de um grupo de homens, capturados e mortos há alguns anos no decorrer do guerra civil espanhola. Três perspectivas são confrontadas num discurso que revela a face e as sensibilidades ideológicas do regime fascista português. Como se a História pudesse ser inventada ou esquecida...