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quinta-feira, 4 de junho de 2020

A magia da poesia | Poemas sem erros



A Magia da Poesia é um Repositório Digital de conteúdos culturais, educacionais e artísticos. A filosofia da sua criação está alinhada ao movimento de Acesso Livre (Open Access) à literatura científica, que deu origem a várias declarações e recomendações, das quais se destacam a Budapest Open Access Initiative e a Declaração de Berlim sobre o Acesso Livre ao Conhecimento. Valorizamos e respeitamos o nosso Patrimônio Cultural, espalhando poesia sem erros ou falsas autorias com referências bibliográficas.
(in: Sobre o site)

Clique na imagem para "navegar" nos poemas de grandes poetas.

domingo, 17 de maio de 2020

Os 100 melhores livros de todos os tempos



A Revista Bula reuniu numa lista os 100 melhores livros de todos os tempos, classificados pelo site The Greatest Books. O ranking foi criado a partir de 128 outras listas sobre as maiores obras-primas da literatura. Os dez primeiros colocados são acompanhados das suas sinopses, adaptadas das originais e divulgadas pelas editoras.

Para aceder à lista clique na imagem.

Fonte:
LEITE, Carlos Willian; "Os 100 melhores livros de todos os tempos; in Revista Bula 17.05.2020. Disponível em https://www.revistabula.com/31964-os-100-melhores-livros-de-todos-os-tempos/

Os 100 melhores livros de não-ficção de todos os tempos



A Revista Bula reuniu numa lista os 100 melhores livros de não-ficção de todos os tempos, classificados pelo site The Greatest Books. O ranking foi criado a partir de outras publicações sobre obras-primas da literatura não ficcionais. Os dez primeiros colocados são acompanhados das suas sinopses, adaptadas das originais e divulgadas pelas editoras.

Para aceder à lista clique na imagem.

Fonte:
FELIPE, Mariana; "Os 100 melhores livros de não-ficção de todos os tempos; in Revista Bula 17.05.2020. Disponível em https://www.revistabula.com/32069-os-100-melhores-livros-de-nao-ficcao-de-todos-os-tempos/

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Manuel Alegre galardoado com o Prémio Camões 2017



No dia 8 de junho foi anunciado no Rio de Janeiro o vencedor do prémio Camões 2017.

O júri elegeu por unanimidade o escritor português Manuel Alegre, que aos 81 anos recebeu a notícia desta distinção com "serenidade e alegria", considerando que o reconhecimento maior é o que vem de quem o lê.

O Prémio Camões agora atribuído é um dos vários prémios literários com que tem sido, ao longo dos anos, laureado e dos quais se destaca:

1998 - Prémio de Literatura Infantil António Botto
1998 - Prémio da Crítica Literária
1998 - Grande Prémio de Poesia APE/CTT
1999 - Prémio Pessoa
1999 - Prémio Fernando Namora

De entre a sua obra encontra-se disponível na biblioteca escolar os seguintes títulos:

“Praça da canção”, 1.ª ed., Lisboa: D. Quixote; 2005; 149 p., il.
ISBN 972-20-2863-4
COTA – 821.PT-1 ALE PRA



“Obra poética”, 1.ª ed., Lisboa: D. Quixote; 1999; 855 p.
ISBN 972-20-1610-5
COTA – 821.PT-1 ALE OBR

“Poesia : livro do português errante ; Prosa : a terceira rosa”, Lisboa: D. Quixote; 2009; 77 p. , 159 p.
D. L. B-4775-2009
COTA – 821.PT-1 ALE POE



“Jornada de África : romance de amor e morte do alferes Sebastião”, 1.ª ed., Lisboa: D. Quixote,1989; 242 p.
D.L. 24936/89
COTA – 821.PT-31 ALE JOR


“O miúdo que pregava pregos numa tábua”, Lisboa: D. Quixote, 2010; 112 p.
ISBN 978-972-203-9857
COTA – 821.PT-32 ALE MIU








“O futebol e a vida : do euro 2004 ao mundial 2006 : crónicas ”,1.ª ed., Lisboa: D. Quixote, 2006; 102, [1] p.
ISBN 972-20-3233-X
COTA – 821.PT-92 ALE FUT

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Umberto Eco (1932-2016)



Faleceu no dia 19 de fevereiro de 2016, em Milão, aos 84 anos, o escritor e filósofo italiano Umberto Eco. Figura ímpar da cultura europeia da segunda metade do século XX e do século XXI, escreveu vários ensaios sobre semiótica, estética medieval, linguística e filosofia, contudo foi com a publicação do romance histórico “O nome da Rosa”, que ganhou maior popularidade.

Se a melhor homenagem que se pode fazer a um escritor é a leitura da sua obra venha à biblioteca e requisite um dos seguintes livros da sua autoria:

"(O) Cemitério de Praga"; 5ª ed.; Lisboa: Gradiva, 2011; 559 p.
Cota: 821.IT-31 ECO CEM

“Como se faz uma tese em ciências humanas"; 2ª ed.; Lisboa: Presença, imp. 1982; 231 p. (Biblioteca de Textos universitários, 41)
Cota: 378 ECO COM

“(A) Definição da arte”; Lisboa: Edições 70, imp. 1981; 281, [5] p. (Arte e Comunicação, 13)
Cota: 7.01 ECO DEF

“Dizer quase a mesma coisa sobre a tradução”; Algés: Difel, 2005; 407, [4] p. (Documento e Ensaio).
Cota: 81’255 ECO DIZ

“História do feio”; Algés: Difel, 2007; 454 p.
Cota: 111.85 HIS FEI

“(A) Misteriosa chama da rainha Loana: romance ilustrado” ; Algés: Difel, 2005; 421, [2] p.
Existem 2 exemplares
Cota: 821.IT-31 ECO MIS

“(O) Nome da rosa”; 11ª ed.; Lisboa: Difel, cop. 1980; 493, [7] p.
Cota: 821.IT-311.6 ECO NOM

“(O) Nome da rosa”; Porto: Público Comunicação Social, imp. 2002; 472, [6] p.;(Colecção Mil Folhas, 1).
Existem 2 exemplares
Cota: 821.IT-311.6 ECO NOM

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Poesia Trovadoresca

O site das Cantigas Medievais Galego-Portuguesas disponibiliza, aos investigadores e ao público em geral, a totalidade das cantigas medievais presentes nos cancioneiros galego-portugueses, as imagens dos manuscritos e a música (medieval e as versões ou composições originais contemporâneas que tomam como ponto de partida os textos das cantigas). Constitui assim uma fonte documental importante para trabalhar o novo programa de Português, do 10º ano.

Veja o vídeo que esclarece como navegar no site.



Aceda ao site aqui.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Lídia Jorge distinguida com o Prémio Luso-Espanhol de Arte Cultura 2014



A escritora Lídia Jorge foi ontem distinguida com o Prémio Luso-Espanhol de Arte Cultura 2014, atribuído pelo Ministério da Cultura espanhol e pela Secretaria de Estado da Cultura portuguesa.

Este prémio foi criado em 2006 pelas tutelas da Cultura nos dois países, com o objetivo de premiar a obra de uma personalidade «que tenha contribuído para melhorar a comunicação e cooperação cultural entre Portugal e Espanha, reforçando os laços entre os dois países».

Este ano a escolha unânime do júri, que reuniu um conjunto de especialistas de ambos os países, recaiu sobre esta autora, natural de Boliqueime (Algarve), por «criar uma relação e vínculo de união entre Portugal e Espanha através da sua contribuição para o conhecimento mútuo de ambos os países e …. Pelo valor da sua obra literária, que aborda algumas das questões fundamentais do nosso tempo».

Ao longo da sua notável carreira Lídia Jorge foi agraciada com vários prémios nacionais e internacionais, dos quais se destacam os prémios de ficção PEN Clube Português, em 1998; o Prémio Albatroz da Fundação Gunter Grass, em 2006 e o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores/Millenium BCP, em 2007.

Saiba mais sobre esta escritora aqui.

De entre a sua obra encontra-se disponível na biblioteca escolar os seguintes títulos:








quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Conferências “Tópicos Pessoanos”



Nos próximos dias 27 de novembro e 11 de dezembro, pelas 18H30, irá realizar-se na Biblioteca Nacional conferências intituladas Tópicos Pessoanos, que se desenvolvem no âmbito do projeto de investigação Estranhar Pessoa, sediado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Estas conferências, de entrada livre, abrem um espaço de divulgação e debate de novas ideias em torno da obra de Fernando Pessoa.

Os temas em debate são:

No dia 27 de novembro: “A primitiva alétheia e o poeta fingidor” apresentado por Daniel Moreira Duarte e comentado por Pablo Javier Pérez López

No dia 11 de dezembro: “Verdade, aspirina e outros ingredientes da panaceia pessoana” por Madalena Lobo Antunes e comentado por Rita Patrício.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Oferta de livros pela Porto Editora

Temos boas notícias a comunicar!

As Bibliotecas do nosso Agrupamento receberam uma importante oferta de livros da Porto Editora, que em muito contribui para a atualização e o enriquecimento do fundo documental.

Recebemos 3 exemplares de 29 títulos, de obras que integram a educação literária do ensino básico e secundário, indicadas nas Metas Curriculares de Português e no Plano Nacional de Leitura, bem como obras de leitura obrigatória e recomendada do 1º ao 12º ano, que foram distribuídas pelas cinco bibliotecas escolares. 

Na Biblioteca da Escola Secundária da Amadora deram entrada 13 títulos diferentes, num total de 39 livros.

“A Biblioteca E@sa”, bem como toda a Comunidade Escolar apresenta os seus sinceros agradecimentos e um bem haja a esta editora, que irá proporcionar bons momentos de leitura e uma mais valia na consolidação das aprendizagens dos nossos alunos.

Apresentamos algumas fotos dos livros oferecidos.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Coolbooks, uma chancela digital para editar novos autores



Antecipando o Dia Mundial do Livro, o Grupo Porto Editora deu hoje a conhecer o novo projeto editorial que visa promover, simultaneamente, novos autores de língua portuguesa e a produção e leitura em suporte digital, através da coolbooks.

Como se pode ler no sítio do Grupo Porto Editora:


«Com a Coolbooks, o Grupo Porto Editora (GPE) pretende abrir uma janela de oportunidade a novos autores de língua portuguesa. Vasco Teixeira, Administrador do GPE, explica que “regularmente recebemos para apreciação da nossa equipa editorial literária alguns originais de qualidade de autores desconhecidos, mas cuja edição se torna muito difícil perante as circunstâncias atuais do mercado livreiro tradicional. É a pensar nesses novos talentos que apresentamos a Coolbooks”.


O catálogo da Coolbooks será construído a partir de um trabalho cuidado de seleção e edição, distinguindo-se assim claramente das meras plataformas de autoedição, e apresentar-se-á generalista e englobando diferentes géneros que se enquadram na literatura de ficção e de não-ficção. 

Nesta fase de lançamento seis autores, sete obras de diferentes géneros – do romance à ficção, passando pelo erótico, pelo policial e pelo conto- inauguram o catálogo refletindo a abrangência que este projeto pretende atingir».


Louvamos esta iniciativa e desejamos muito sucesso a este projeto tão promissor.

Fique a conhecer a sinopse das obras.

domingo, 2 de março de 2014

"Ode Marítima" no Teatro São Luiz



“Ode marítima”, um dos poemas mais marcantes de um dos heterónimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, estará em cena na sala principal do Teatro São Luíz, em Lisboa, de 5 a 16 de março, com sessões de 4ª feira a sábado às 21H00 e domingos às 17H30. Durante uma hora e dez minutos o texto será interpretado por Diogo Infante, que encara este espetáculo como um desafio e “das coisas mais difíceis que fiz na vida” (in Expresso, 1 de março de 2014). 

A “Ode Marítima”, publicada em 1915, é um longo poema que começa com uma localização precisa do sujeito poético: 

“Sozinho, no cais deserto, a esta manhã de verão, 
Olho prò lado da barra, olho prò Indefenido, 
Olho e contenta-me ver, 
Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.” 

… 

Amanhece. Um homem observa o porto. Assume o comando de um paquete que não chegou a entrar no cais. Começa uma viagem para dentro de si, percorrendo imaginariamente todos os comportamentos humanos e procurando “sentir tudo de todas as maneiras”. 

Nesta viagem imaginária – em que símbolos e sensações se confundem, soltando-se das amarras da razão – o poeta percorre o imaginário marítimo português. Sustenta na metáfora de fluxo e refluxo do movimento marinho a contradição violenta de um homem que tenta religar diferentes identidades. Transforma-se ele próprio no cais e no destino, dando corpo à viagem. 

Direção cénica: Natália Luiza 
Cenografia: Fernando Ribeiro 
Música original: João Gil 
Desenho de luz: Miguel Seabra 
Vídeo: Pedro Sena Nunes 
Texto: Diogo Infante

Local: Teatro Municipal São Luiz, Lisboa – Sala Principal
Datas: 5 a 16 de março de 2014
Horário:
- 4ª feira a sábado: 21H00
- Domingo: 17H30

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Conversas ao Fim da Tarde



A Biblioteca Escolar – Centro de Recursos Educativos vai promover, a exemplo de anos anteriores, a atividade Conversas ao Fim da Tarde, subordinado ao tema “ O Natal na Literatura”.

Todos os docentes do Agrupamento estão convidados a participar, assim como os antigos professores da Escola Secundária da Amadora.

Os participantes devem trazer textos e/ou livros sobre o tema.

No final da sessão haverá um lanche partilhado alusivo à quadra natalícia.

Marque na sua agenda as 17 horas, do dia 12 de dezembro.

Inscreva-se até dia 10 de dezembro, na BECRE, na sala de professores ou por e-mail para crebesa@gmail.com.

PARTICIPE!

CONTAMOS COM A VOSSA PRESENÇA!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Morreu a Nobel da literatura Doris Lessing



Doris May Tayler, que, como escritora adotou o apelido do seu segundo marido, Lessing, nasceu em Kermanshah, no Curdistão iraniano, então integrado no reino da Pérsia, a 22 de outubro de 1919 e faleceu ontem, dia 17 de dezembro, em Londres, com 94 anos.

Autora de uma obra ficcional vastíssima, que cobre, por um lado, um leque estilístico diversificado, como autobiografia, contos, libretos de óperas, poesia e ficção científica e, por outro, temas que passam pelo exame das tensões inter-raciais, a política racial, a violência contra as crianças, os movimentos feministas e a exploração evidenciando as suas preocupações sociais e políticas e a vivência da sua infância e juventude na Rodésia do Sul, antiga colónia britânica, atual Zimbabwe.

 A escritora recebeu o Nobel da Literatura em 2007, com 89 anos, tendo sido a 11ª mulher a ganhar este galardão e a pessoa mais idosa que o recebeu, tendo a Academia Sueca apontado como razão determinante a existência na sua obra de característica que fazem dela “a contadora épica da experiência feminina, que com ceticismo, ardor e uma força visionária escrutinou uma civilização dividida”.

Ver aqui:

Notícia da morte da escritora

Sinopse de livros publicados em Portugal

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

2013 - Ano de reconhecimento de escritores lusófonos

É com orgulho que celebramos a atribuição de prémios literários de relevo a escritores lusófonos, de origem moçambicana e angolana.
Mia Couto foi o primeiro galardoado. Ganhou em maio o Prémio Camões. O júri justificou a distinção tendo em conta “a vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade”, a que se soma uma original “criação e inovação verbal, [que] tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade”.

Este prémio foi instituído em 1988, entre Portugal e Brasil e visa ”consagrar anualmente um autor de Língua Portuguesa que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum”.
Porém, esta não foi a única distinção atribuída a Mia Couto. Dia 1 de novembro um júri de nove escritores escolheu este autor moçambicano para o Prémio da Bienal Internacional de Literatura Neustadt 2014, patrocinado pela Universidade de Oklahoma (EUA), pela família Neustadt e pela revista World Literature Today, daquela Universidade. O livro em que o júri se baseou foi Terra Sonâmbula, publicado em 1992, “considerado um dos melhores livros africanos do séc. XX” e disponível na biblioteca escolar.

O prémio Neustadt é atribuído de dois em dois anos, desde 1970, e é o único prémio literário internacional para o qual são elegíveis romancistas, dramaturgos e poetas de diferentes nacionalidades, sendo por isso considerado “o Nobel norte-americano da Literatura”.
A lista de nomeados deste ano integrava o escritor argentino César Aira, a vietnamita Duong Thu Huong, o ucraniano Ilya Kaminsky, o japonês Haruki Murakami, o norte-americano Edward P. Jones, o sul-coreano Chang-Rae Lee, o palestiniano Ghassan Zaqtan e Edouard Maunick, das Ilhas Maurícias.

Mia Couto é o pseudónimo de António Emílio Leite Couto, nasceu na cidade da Beira, em 1955 e além da escrita exerce atividade como biólogo na área de consultoria ambiental.

Em outubro foi a vez de homenagear o escrito angolano, nascido no Huambo, em 1960 -  José Eduardo Agualusa, como vencedor do Prémio Literário Fernando Namora 2013, com o romance Teoria Geral do Esquecimento por “esta obra engrandecer o apurado estilo literário da ficção do autor” , tendo o júri ainda em conta “a escrita ágil de um autor que sabe realizar uma especial economia de efeitos, encontrando uma linguagem em que o português é falado em interceção com outros modos”.
A narrativa do livro de José Eduardo Agualusa centra-se em Luanda, começando nas vésperas da proclamação da independência (11 de novembro de 1975), quando uma portuguesa decide erguer um muro para se separar do edifício onde mora, acabando por sobreviver isolada durante cerca de 30 anos.

Por fim, no passado dia 5 de novembro Ondjaki, recebeu o Prémio Literário José Saramago pelo seu romance Os Transparentes (Caminho 2012), que segundo Ana Paula Tavares com “Os transparentes o escritor angolano cumpre o que há muito se anunciava: a construção de um grande livro fiel a linhagens literárias mais antigas e que pode ler-se na travessia das linguagens de cada um. A língua portuguesa ganha o tom, liga todas as mensagens, renova-se sem concessões e aparece fresca e milagrosa como as águas à solta do rés-do-chão do lugar central do romance”.
Atribuído de dois em dois anos, desde 1999, pela Fundação Círculo de Leitores, este prémio destina-se a obras literárias no domínio da ficção, romance ou novela, escritas em língua portuguesa, por escritor com idade não superior a 35 anos, cuja primeira edição tenha sido publicada em qualquer país da lusofonia.
Estão de parabéns os escritores, mas sobretudo está de parabéns a literatura em língua portuguesa.
E nós? Nós podemos LER o que tão brilhantemente, está escrito em cada um dos seus livros.
Na Biblioteca Escolar /Centro de Recursos Educativos pode encontrar os seguintes livros:
  Ø   De Mia Couto:
·        
Terra Sonâmbula
·         Estórias Abensonhadas


·         Cronicando
·         Vinte e Zinco



 
·         O último voo do flamingo



·         Contos do nascer da terra


·         Raiz de orvalho e outros poemas


  Ø   De José Eduardo Agualusa:



·         Nação Crioula



·         Fronteiras perdidas


·         A substância do amor e outras crónicas


Para mais pormenores, consulte as seguintes páginas eletrónicas:
      Ø   Mia Couto:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mia_Couto

http://www.publico.pt/cultura/noticia/mia-couto-distinguido-com-premio-internacional-de-literatura-neustadt-1611149

http://www.portugaldigital.com.br/cultura/ver/20078671-mocambicano-mia-couto-nomeado-para-o-premio-literario-norte-americano-neustadt

http://www.publico.pt/cultura/noticia/xxxxxx-premio-camoes-foi-para-o-escritor-1595653

http://josesaramago.org/481385.html






  Ø   Ondjaki:

terça-feira, 24 de setembro de 2013

António Ramos Rosa (1924-2013)


[Mas agora estou no intervalo em que]
Mas agora estou no intervalo em que
toda a sombra é fria e todo o sangue é pobre.
Escrevo para não viver sem espaço,
para que o corpo não morra na sombra fria.

Sou a pobreza ilimitada de uma página.
Sou um campo abandonado. A margem
sem respiração.

Mas o corpo jamais cessa, o corpo sabe
a ciência certa da navegação no espaço,
o corpo abre-se ao dia, circula no próprio dia,
o corpo pode vencer a fria sombra do dia.

Todas as palavras se iluminam
ao lume certo do corpo que se despe,
todas as palavras ficam nuas
na tua sombra ardente.

A Construção do Corpo, 1969

In: Jornal Público, Alguns poemas de António Ramos Rosa, 24-09-2013, [Em linha] [Consult. 24-09-2013] Disponível em http://www.publico.pt/cultura/noticia/alguns-poemas-de-antonio-ramos-rosa-1606857


F
aleceu  ontem  dia  23 de  setembro  de  2013,  aos  88  anos,  no  Hospital 
 Egas Moniz  onde estava  internado",  António  Victor  Ramos  Rosa, 
considerado um  dos poetas decisivos do século  XX  português,  como   
afirmou  à  agência lusa   presidente  da  Associação Portuguesa de
       Escritores, José Manuel Mendes.

António Ramos Rosa nasceu em Faro a 17 de Outubro de 1924. Por razões de saúde não concluiu o ensino secundário, tendo trabalhado como empregado de escritório, correspondente comercial, professor e tradutor. Nos anos 50 mudou-se para Lisboa, onde dirigiu as revistas literárias Árvore, Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia, e onde se distinguiu como ensaísta e crítico literário, tendo também colaborado com as revistas Seara Nova e Colóquio Letras.

 O seu primeiro livro de poesia foi O Grito Claro, em 1958, que ajudaria a lançar o movimento da moderna poesia portuguesa e marcaria a sua fama como um dos grandes escritores portugueses vivos. Desde então publicou numerosos livros de poesia,  que lhe valeram também vários prémios nacionais e estrangeiros, como o Prémio Pessoa de 1988.

 Óscar Lopes e António J. Saraiva comentaram que a sua produção poética oscilava entre composições mais longas, onde se apreendem frustrações cansadas, e formas mais experimentais de poesia, em que a presença humana é substituída pelo sentir das coisas de materialidade mais óbvia.

Envolveu-se, logo após o final da segunda guerra, na oposição ao salazarismo, militando no MUD Juvenil e participando em manifestações. Nos anos 50 ajudou a fundar e coordenou várias revistas literárias, incluindo Árvore, Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia, nas quais colaborou com textos de crítica literária e poemas.

Embora publicasse poemas em revistas desde o início dos anos 50, o seu primeiro livro só saiu em 1958, aos 34 anos. Mas a partir desta estreia algo tardia, nunca mais deixaria de editar poesia a um ritmo impressionante.

Além da sua vastíssima obra poética, escreveu livros de ensaios que marcaram sucessivas gerações de leitores de poesia, como Poesia, Liberdade Livre (1962) ou A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979), traduziu muitos poetas e prosadores estrangeiros, sobretudo de língua francesa, e organizou uma importante antologia de poetas portugueses contemporâneos (a quarta e última série das Líricas Portuguesas). Era ainda um dotado desenhador.

A. R. R. recebeu vários prémios de poesia, o primeiro dos quais pela obra Viagem Através de Uma Nebulosa, partilhado ex-aequo com Henrique Segurado. Em 1980, o Prémio do Centro Português da Associação de Críticos Literários, pelo livro O Incêndio dos Aspectos; em 1988, o Prémio Pessoa; em 1989, o Prémio APE/CTT, pela recolha Acordes, e, em 1990, o Grande Prémio Internacional de Poesia, no âmbito dos Encontros Internacionais de Poesia de Liège.
 
Texto organizado pela professora Alice Ramilho, departamento curricular 530.

Se quiser saber mais sobre este poeta português pode consultar:
·         Um apontamento biográfico
·         A obra poética em linha
·         Os desenhos