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quarta-feira, 15 de maio de 2024

50 anos 25 de Abril | Exposição

Os 50 anos de democracia em Portugal foram assinalados no Agrupamento de Escolas Pioneiros da Aviação Portuguesa com várias iniciativas dinamizadas pelo Grupos de Recrumentamento de História e de Geografia, Clube Europeu e BE/CRE, em colaboração com os diretores de turma.

Entre os dias 22 de abril e 2 de maio, esteve patente no Polivalente, uma exposição dedicada à celebração da Liberdade que incluiu - mensagens e poemas alusivos à efeméride pela autoria de alunos de diversas turmas, uma mostra bibliográfica dedicada à Revolução de abril, projeção de documentários históricos sobre a Revolução, apresentação das infografias do PORDATA intituladas “5 décadas de democracia, o que mudou?”, que foram exploradas pelas turmas visitantes com base no preenchimento de um roteiro/questionário e momentos de interlúdio musical onde foram ouvidas algumas canções de intervenção. 

A comemoração dos 50 anos do 25 de Abril na ESA, culminou no dia 29 de abril, com uma sessão-debate, a convite da RTP, e contou com a presença do eurodeputado José Gusmão. A sessão-debate intitulada " Desafios da União Europeia em ano de eleições", foi dinamizada por alunos do Clube Europeu pertencentes a turmas de 12.º ano de Línguas e Humanidades. 



Aqui ficam também as ligações a:

Roteiro de Infografias PORDATA "5 décadas de democracia, o que mudou?"
https://drive.google.com/file/d/1uMbexIZZVlcdx1YVARWX7Im082zhgB3R/view?usp=sharing

Questionário elaborado pelos alunos do 12.º 11 à comunidade escolar sobre a Revolução de 25 de Abril:
https://forms.gle/rZb2tg74VBv53TYQ8

terça-feira, 7 de maio de 2024

Proibido Ler!

 

 #rbe50anos25abril e #50anos25abril



Finalizamos este mês a rúbrica "Proibido ler! - a biblioteca dos livros censurados e/ou proibidos durante o Estado, com o livro de poemas "Praça da canção", de Manuel Alegre. A obra publicada em maio de 1965 inspirou uma geração de jovens portugueses, sobretudo estudantes universitários, na luta contra o regime de Salazar e Marcelo Caetano e na oposição à guerra colonial.


Título:
A praça da canção

Autor:
Manuel Alegre

Ilustração:
José Rodrigues

Prefácio:
Paula Morão

Publicação:
Lisboa : Dom Quixote, 2005

N.º páginas: 
149 p., il.



quinta-feira, 2 de maio de 2024

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Cantar Abril: a liberdade passa por aqui!

As senhas para derrubar a ditadura que perdurou durante 48 anos em Portugal foram dadas por duas canções "E depois do adeus", vencedora do Festival da Canção de 1974 e representante do País no Eurofestival da Canção e "Grândola, Vila Morena", o que evidenciou a estreita ligação em Portugal entre a música e a luta política.

As raízes desta relação datam do século XIX, com destaque para A Portuguesa, que começou por ser um cântico de revolta contra a capitulação da Coroa portuguesa perante as exigências coloniais britânicas tornou-se no hino da República. O chamado "fado operário" era, na mesma época, um género frequentemente interventivo.

Porém, pode-se dizer que o movimento da «canção de protesto» acaba por nascer a partir da evolução de um género específico de fado, o de Coimbra, com os valiosos contributos de uma geração de poetas e músicos revoltados com o ínicio da guerra colonial, com a opressão, a pobreza e isolamento a que era votado o País. José Afonso, Adriano Correia de Oliveira (são os dois grandes impulsionadores do movimento que, a partir da recuperação do fado tradicional coimbrão, agitaram as pautas e criaram sérios embaraços ao decrépito Estado Novo) e o guitarrista Carlos Paredes que com o seu virtuosismo musicou poemas interpretados por grandes vozes.

Simultaneamente jovens portugueses exilados no estrangeiro (Paris)como Luís Cília, José Mário Branco e Sérgio Godinho sentem necessidade de usar a música como arma contra a ditadura. Com a queda do regime de Salazar e Marcelo Caetano, do fim da censura e do lápis azul, a rádio e televisão portuguesa abriram-se às novas expressões musicais e divulgaram exaustivamente muitos dos temas até então proibidos. A música passou então a ser "um cartão de visita" da Revolução e um manifesto de apoio ao POVO-MFA.

Desses tempos ficaram algumas dezenas de canções algumas inevitavelmente datadas, mas muitas outras bem capazes de resistir à poeira do tempo. Na curadoria que a seguir se apresenta, longe de estar esgotada, juntam-se algumas das canções emblemáticas do antes, do durante e do depois de Abril, assim como uma nova geração de músicos que denunciam o racismo, a discriminação de género, a guerra, o desemprego, entre tantos outros temas que caracterizam os tempos difíceis que atravessamos. 

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Cinco décadas de democracia, o que mudou:
na demografia

Nos últimos 50 anos, desde a Revolução dos Cravos, vivenciamos mudanças demográficas significativas, refletindo uma nova configuração social. Observamos uma tendência para um envelhecimento da população, um aumento da esperança de vida, famílias com menos filhos e uma parentalidade mais tardia.

Além disso, Portugal transformou-se de um país predominantemente de emigração, durante a década de 1960, para um destino de imigração, especialmente após a descolonização. Mesmo com a perda de 200 mil habitantes na última década, o número de residentes cresceu. 

Estas dinâmicas alteraram substancialmente o perfil dos residentes em território nacional. 

Que cenários poderemos antecipar para os próximos anos? 

Este minidocumentário convida especialistas em demografia, sociologia e geografia a analisar estes fenómenos. Oferecem uma visão sobre a forma como o 25 de abril em Portugal e outros marcos históricos, moldaram o panorama atual e o que antecipar do desenvolvimento futuro, num país que testemunhou profundas transformações após a Revolução dos Cravos, com impactos significativos na política e na economia portuguesa. 

Cinco décadas de democracia, o que mudou:
na economia

Após 50 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974 existe a ideia de que Portugal vive numa permanente crise económica. Não é bem assim. É verdade que o país atravessou sete crises nos últimos cinquenta anos, mas são inegáveis os grandes desenvolvimentos da economia nacional, a começar pelo aumento das qualificações da população e acabando no recorde das exportações, que atingiram 50% do PIB em 2022.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos mostra, neste vídeo, as principais características da economia portuguesa em democracia: com um forte peso inicial do Estado, a posterior abertura ao exterior e a estagnação do crescimento económico após a década de 90, quando se pensava que Portugal iria continuar a convergir com os seus parceiros europeus.

Num momento em que é fundamental escolher bem onde investir recursos, alguns dos melhores economistas e gestores portugueses analisam possíveis soluções para fazer crescer a economia, aumentar a produtividade e os salários e, assim, reter talento em Portugal. Um desafio preponderante para os próximos 50 anos da nossa democracia, refletindo sobre o crescimento da economia em Portugal e as mudanças económicas desde a Revolução dos Cravos. 


Cinco décadas de democracia, o que mudou:
na vida das mulheres portuguesas

No Estado Novo, as mulheres não podiam sair do país sem autorização do marido. Não podiam ser magistradas, nem diplomatas, nem militar ou polícia. Nem tão pouco enfermeiras se fossem casadas. Para trabalhar no comércio, abrir conta bancária ou tomar contracetivos, a mulher era obrigada a pedir autorização ao marido.

Se a ditadura era limitativa para todos, para as mulheres, em particular, reduzi-as à condição de mães e donas de casa: a mulher existia para ser a mãe extremosa, a esposa dedicada, uma verdadeira fada do lar. Desde pequenina que era treinada para ser assim, submissa ao poder patriarcal do pai, do irmão e, mais tarde, do marido. O único futuro que podia ambicionar era o de fazer um bom casamento que garantisse o sustento da família, que, custasse o que custasse, tinha de se manter unida, estável e forte; uma metáfora do próprio regime. Oliveira Salazar não permitia que a ordem social fosse questionada, todos os assomos de feminismo iam sendo silenciados. Até ao dia que as mentalidades começaram a evoluir. A industrialização levou a mulher para fora de casa mas, a verdade, é que um contrato de trabalho valia menos do que um contrato nupcial e ganhava quase metade do salário pago aos homens.

A Revolução de 25 de abril de 74 trouxe promessas de igualdade de género em Portugal. As mulheres passaram a ser livres para fazer as suas escolhas e desafiaram as regras. Passaram a estar em maioria na universidade, tornaram-se governantes, juízas, a contar com direitos sexuais e reprodutivos que lhes deram o poder de decidir as suas vidas.

Contudo, a paridade ainda é uma realidade distante. As mulheres continuam a ganhar menos do que os homens pelo mesmo trabalho, estão menos representadas no Parlamento e na administração de grandes empresas e também em profissões ligadas à ciência e à tecnologia. Trabalham mais horas, principalmente nas tarefas domésticas e de prestação de cuidados à família.

Através do testemunho de mulheres (e também de alguns homens) que lutaram pela promoção da igualdade de género, o documentário, produzido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, acompanha as maiores conquistas feitas no feminino ao longo das últimas cinco décadas, enquanto apresenta os desafios e as maiores urgências para alcançar a desejada igualdade. Desde a conquista do voto feminino por Carolina Beatriz Ângelo até os esforços atuais para combater a segregação de género e a disparidade salarial, e fomentar a literacia digital e a presença das mulheres no mundo do trabalho.

Das licenças de parentalidade ao diferencial remuneratório, das quotas de género à violência doméstica, os temas que mais importam ao empoderamento das mulheres são abordados por artistas, ativistas, empresárias e ex-governantes, figuras destacadas nas conquistas em prol de um maior equilíbrio de género.

Cinco décadas de democracia:
que democracia construímos?

Um regime democrático nasceu a 25 de Abril de 1974 e com ele muitas conquistas como o fim da censura, os direitos civis e a entrada na União Europeia, são alguns exemplos.

demorou décadas a amadurecer e ainda é um processo inacabado. Uma democracia de muitas conquistas como o fim da censura, os direitos civis e a entrada na União Europeia são alguns exemplos. Uma democracia que ainda é um processo inacabado, mas que se foi consolidando sabendo superar períodos de intensa crispação política - como o PREC - e, mais recentemente, suportando o aparecimento dos populismos.

Uma democracia que, contudo, ainda enfrenta muitos desafios: uma abstenção eleitoral que tem aumentado, um desencanto provocado pelas suspeitas de corrupção na política e uma fraca participação cívica revelada por vários indicadores.

Estará a democracia em Portugal em crise? 

E, caso esteja, o que pode ser feito para a melhorar? 

O documentário de 23 minutos produzido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos centra-se não apenas no último meio século da democracia portuguesa, mas também no que falta para a tornar mais forte e rejuvenescida. Um regime participativo em que os jovens sintam que têm voz e que vale a pena sair de casa em dia de votação, realçando a importância do voto e do voto dos jovens portugueses para a consolidação democrática de Portugal.


quarta-feira, 17 de abril de 2024

#Diz Abril com uma canção (II)


#DizAbril com uma canção
#25deabril #50x2 #50xTodos





"A madrugada que eu esperava"

[Verso 1]
Oiço na rua "Revolução"
Soldados de espingarda e cravo na mão
Oiço na rua "Liberdade"
Morte à ditadura na flor da idade
Mas não sangram as ruas da nossa cidade
Nem se ouve um canhão
A renascer das cinzas eles estão
Um pé depois do outro a bater no chão
25 de abril de 74
Morte à censura, viva à liberdade
Que a noite foi escura e estamos cansados deste plantão

Quando a esmola é grande o pobre desconfia
Não acabe a primavera por morrer uma andorinha
Não quer ser lobo, não lhe vista a pеle
Um pássaro a voar, mais vale
Não quer sеr lobo, não lhe vista a pele
Um pássaro a voar, mais vale

[Refrão]
Esta é a madrugada que eu esperava
Sim, esta é a madrugada que eu esperava
Esta é a madrugada que eu esperava
Sim, esta é a madrugada que eu esperava




[Verso 2]
Saem para a rua em manifestação
O povo é a voz da nação
Viva à democracia, às eleições livres
Viva ao fim da guerra, aos finais felizes
Viva ao amor que beija as cicatrizes
É o fim da servidão
Viva a mulher e a igualdade
Viva ao futuro, que o povo é que sabe
O lápis azul já não pinta a verdade
Começa a revolução

A morte é boa conselheira
Mas nasceu torto, tarde ou nunca se endireita
O que arde cura, o que aperta segura
Mas não há fome que não dê fartura
Até as rãs mordiam se tivessem dentes
Gato escaldado não tem medo para sempre
Até as rãs mordiam se tivessem dentes
Gato escaldado não tem medo para sempre

[Refrão]
Esta é a madrugada que eu esperava
Sim, esta é a madrugada que eu esperava
Esta é a madrugada que eu esperava
Sim, esta é a madrugada que eu esperava




[Verso 3]
Uma desgraça nunca vem só
Mas quem ri por último ri melhor
48 voltas ao sol
Morre pela boca o peixe preso no anzol
E mais vale só que mal acompanhado
Mente vazia, oficina do diabo
Não há mal que sempre dure nem bem que não se acabe
Mas quem planta ventos colhe sempre tempestades

[Coro]
E fascismo nunca mais
(Fascismo nunca mais!)
Fascismo nunca mais
(Fascismo nunca mais!)
Fascismo nunca mais
(Fascismo nunca mais!)
Fascismo nunca mais

(Esta é a madrugada que eu esperava)

                                                                           Bárbara Tinoco

Fonte:
Genius, 12.04.2024. Acedido em https://genius.com/Barbara-tinoco-a-madrugada-que-eu-esperava-lyrics

#Diz Abril com uma canção (I)


#DizAbril com uma canção
#25deabril #50x2 #50xTodos





“Por Nos Darem Tanto”

Já não preciso de autorização para viajar
Passaporte já não diz que a casa é o meu lugar
E posso abrir todas as contas que’o meu salário der
Se houver dinheiro não importa
se sou homem ou mulher

E o contraceptivo já não pede a sua a licença
Nascer mulher é uma bênção, não uma sentença
E só vou dormir com quem quiser, e se me der vontade
A maior empresa que há na vida é a liberdade

E eu não quero a tua proteção, quero o teu respeito
Quero fazer junto lado a lado, e fazer bem feito
E a quem perdeu, a quem lutou, a quem rasgou o manto
Vai um abraço infinito por nos darem tanto

Já não preciso de autorização pra me levantar
E gosto ainda mais do meu domingo quando vou votar
Já não vou à missa nem confesso, que pequei de mais
É que eu vim cheia de sonhos, e os sonhos são arsenais
E eu não quero a tua proteção, quero o teu respeito
Quero fazer junto lado a lado, e fazer bem feito
E a quem perdeu, a quem lutou, a quem rasgou o manto
Vai um abraço infinito por nos darem tanto

terça-feira, 16 de abril de 2024

Glossário 25 de abril | Ebook



#50anos25deabril


Autor institucional: #EstudoEmCasa
Publicação: Lisboa, DGEEC - Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, 2024
N.º pág.: 56 p., il.


Produzido e publicado na plataforma de livre acesso #EstudoEmCasa Apoia, este ebook integra-se no projeto “Meio Século de Democracia: Testemunhos e Memória Intergeracional”, que agrega conteúdos de várias tipologias e formatos relacionados com a temática da Revolução de Abril.

As ilustrações foram elaboradas pelos alunos da Escola Secundária D. Pedro V, do Agrupamento de Escolas das Laranjeiras, em Lisboa. Alguns dos conceitos foram enriquecidos com sugestões (Saber mais…) selecionadas a partir do conjunto de recursos educativos digitais alusivos ao tema. 

Os conceitos apresentados desempenham um papel crucial na compreensão dos eventos históricos que moldaram não apenas o cenário político, mas também o tecido social e cultural de Portugal. Da ação dos Capitães de Abril à abolição da censura e à conquista da liberdade de expressão, passando pela descolonização e pela luta contra o autoritarismo, cada termo remete-nos para uma época de intensa efervescência política e social, marcada pela emergência de um novo paradigma democrático.

Ao abordar temas como a guerra colonial, a nacionalização da banca, a reforma agrária e a descentralização do poder, este glossário não só nos elucida sobre os desafios enfrentados, mas também destaca as conquistas alcançadas durante este período de transição histórica. Por conseguinte, oferece uma visão abrangente e esclarecedora dos acontecimentos e ideias que moldaram a Revolução de Abril e o processo de democratização que se seguiu, celebrando assim o seu legado e a consolidação dos valores democráticos em Portugal. 
(In Apresentação)


Clique ma imagem para descarregar o documento.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Até 25 de abril de 1974 NÃO PODIAS...


#NãoPodias
#50anos25deabril




A campanha #NãoPodias, promovida pela Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril, mostra aos jovens de hoje que, durante os 48 anos que durou a ditadura (1926-1974) os portugueses viveram condicionados por uma longa lista de proibições que hoje, sobretudo aos olhos de quem nasceu em Liberdade, parecem inconcebíveis: era proibido debater ideias, discordar, reunir-se, beijar em locais públicos, votar, viajar sem o consentimento do pai ou do marido.

No intuito de sensibilizar os mais jovens para as conquistas da Revolução dos Cravos a comissão comemorativa dos 50 anos da revolução a desafia-os a escolher uma coisa que #NaoPodias fazer antes de 25 de Abril e a partilhar nas redes sociais.

Escreve, filma, fotografa e usa #NãoPodias e #50anos25deAbril.

Identifica a Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril.

NÃO DÊS A LIBERDADE POR ADQUIRIDA.

PARTICIPA!

#Diz Abril



No ano em que se assinalam os 50 anos do momento fundador da democracia portuguesa, a Campanha #DizAbril convida todos a celebrarem nas redes sociais meio século de liberdade de expressão e de pensamento com poemas, canções, imagens ou palavras de ordem.

Nesta comemoração, damos à palavra Abril um significado amplo, para a transformar em liberdade de expressão, e em expressão da festa.

A Biblioteca da ESA aderiu à campanha da Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril | 50x2 | Liberdade e Democracia - #DizAbril com um poema, uma imagem, uma canção ou uma palavra de ordem.

Como participar

Para participar, escolhe o teu formato – um poema, uma canção, uma imagem ou palavras de ordem – e descarrega a moldura respetiva.

Link do formato imagem: 

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Proibido Ler!

 

 #rbe50anos25abril e #50anos25abril


No mês da celebração do 50.º aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974 elegemos o livro Quando os lobos uivam, de Aquilino Ribeiro.

Publicado em 1958 foi alvo de Relatório da Censura (relatório n.º 6 282, de 7 de fevereiro de 1959).  Não foi autorizada a reedição da obra, foi dada ordem de apreensão aos exemplares publicados e em circulação, e, simultaneamente, foram impedidas as críticas na imprensa. A obra valeu, também, ao autor a instauração de um processo-crime e do mandato de captura.

Relatório n.º 6 282 de 7 fev. 1959:

«O autor intitula este livro de romance, mas com mais propriedade deveria chamar-lhe de romance panfletário, porque todo ele foi arquitectado para fazer um odioso ataque à actual situação política.

Escrito numa prosa viril, classifica o governo de piratas e descreve várias Autoridades, Funcionários, Polícia, Guarda Republicana e Tribunais em termos indignos e insultuosos.

Um interrogatório num posto da G.N.R. e uma audiência dum Tribunal Plenário, são focados de uma forma infamantes.

São desnecessárias mais citações, porque basta folhear o livro, encontra-se logo matéria censurável em profusão.

É evidente que, se o original tivesse sido submetido a censura prévia, não teria sido autorizado, porque é, talvez, a obra de maior ataque político que ultimamente tenho lido.

Sucede, porém, estou disso certo, que já devem ter sido vendidos muitas centenas de exemplares, e muitos outros também, já devem ter passado a fronteira, por isso, deixo ao esclarecido critério de V. Exa., decidir se nesta altura, será de boa política mandar apreender o livro (...)»



Título:
Quando os lobos uivam


Autor:
Aquilino Ribeiro


Coleção:
Romances completos de Aquilino Ribeiro, n.º 17


Publicação:
Lisboa : Círculo de Leitores, imp. 1984


N.º páginas:
260 p.






Fonte:
Universidade de Coimbra. Livros proibidos durante o Estado Novo : Quando os lobos uivam. Acedido em 08.04.2024 em https://www.uc.pt/bguc/atividades/livros-proibidos-durante-o-estado-novo/quando-os-lobos-uivam/

terça-feira, 2 de abril de 2024

25 de Abril SEMPRE! | Exposição


 De 4 de Abril a 31 de Janeiro de 2025




No momento em que se celebra os 50 anos do 25 de Abril, O Museu do Aljube Resistência e Liberdade inaugura a exposição "25 de Abril SEMPRE!" com vista a quem a visita refletir sobre as conquista da Revolução de 25 de Abril de 1974.

O antigo Parlatório da Cadeia do Aljube em Lisboa, local que serviu para o encontro dos prisioneiros com as visitas do exterior, sempre divididos por uma separação, foi o espaço escolhido para alojar esta exposição temporária, que convida a uma reflexão sobre resistências, e também sobre preservação, construção e partilha de memória democrática.

A inuaguração está prevista para as 16H00 do dia 4 de abril.

Mais informações >>

quarta-feira, 20 de março de 2024

O 25 de Abril na minha terra | Concurso



A 4.ª edição do concurso História Militar e Juventude "O 25 de abril na minha terra" promovido pela Comissão Portuguesa de História Militar (CPHM) e pela Associação de Professores de História (APH), em parceria com a Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, o Plano Nacional de Leitura 2027, a Associação dos Municípios Portugueses, a Associação 25 de Abril e da Liga dos Combatentes, pretende desenvolver o interesse pela pesquisa, reflexão e divulgação da história do 25 de Abril e da história militar local.

O concurso desafia os participantes a retratarem, nos seus trabalhos, o essencial do dia 25 de Abril de 1974. Podem fazê-lo através da vivência da população, ou das ações desenvolvidas pelos protagonistas.

Prazo de inscrição no concurso:

Participantes do concurso:
  • Alunos dos 10 aos 19 anos, que frequentam o 2.º e 3.º ciclos e o secundário (regular e profissional), com trabalhos a título individual, a pares (dois alunos) ou coletivos (de turma).

Formato dos trabalhos a apresentar:
  • Formato digital escrito ou vídeo audio

Prazo de receção dos trabalhos:
  • Alunos do 2.º CEB: 28 de abril
  • Alunos do 3.º CEB: 08 de maio
  • Alunos do Ensino Secundário: 19 de maio

Consulte o Regulamento para mais informações.

Vídeo promocional:


terça-feira, 19 de março de 2024

O essencial sobre a PIDE | Ebook


Título: A PIDE
Autor: Irene Flunser Pimentel 
Coleção: O essencial sobre...; n.º 153
Publicação: Lisboa: Imprensa Nacional, 2024
N.º pág.: 144 p.



Sinopse:

A história da ditadura e da repressão, bem como da sua polícia política, é assim também a história das formas de sedução e cooptação de parte da população, bem como das cumplicidades e dos modos utilizados pelos governados para se adaptarem às regras desses regimes e até deles beneficiarem. 

Assim como nem todos os portugueses se ergueram contra a ditadura, nem todos foram vítimas da polícia política e alguns colaboraram com esta.
In Bertrand

Para aceder clique na imagem.