terça-feira, 12 de novembro de 2019

Centenário da assinatura do Armistício de 1918

No dia 11 de novembro de 1918, o Armistício foi assinado em Compiègne, no norte de Paris, às 5h15 da manhã pelos representantes do campo de forças aliadas (França, Império Britânico, Estados Unidos) e os do exército alemão. Às 11 horas da manhã, os sinos tocaram para anunciar a vitória dos Aliados.

Era o fim da Primeira Guerra Mundial.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Centenário | Sophia de Mello Breyner Andresen


Folheto elaborado pela professora Conceição Machado

Sophia de Mello Breyner Andresen
(João César Monteiro, 1969)


"No que ao meu filme diz respeito, suponho que, antes de mais, ele é a prova, para quem a quiser entender, que a poesia não é filmável e não adianta persegui-la".

[César Monteiro, in Tempo e o Modo nº69/70, Março/Abril 1969]




🌺Centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Livro do Mês - Novembro de 2019

Com o objetivo de assinalar o centenário da data de nascimento de Jorge de Sena (02-11-1919) elegeu-se como proposta de leitura deste mês o livro de Jorge de Sena intitulado “O físico prodigioso”.



Esta obra é inspirada em duas lendas medievais: uma,  a lenda do homem cujo sangue tinha poderes mágicos de cura e de ressurreição dos mortos, e outra, de um homem que não pôde ser enforcado porque o Diabo o protegia levantando-o no ar. O autor juntou as duas lendas numa única história, e elaborou sobre elas. Mas foi muito além de uma simples junção e expansão, enriquecendo os textos e revelando-se um escritor plural, capaz de criar um ambiente medieval, religioso, mítico e de sublimar o erotismo. Isto numa época marcada pelo conservadorismo e moralismo vigentes durante a ditadura salazarista - a primeira edição desta obra data dos meados dos anos 60 do século XX.

É sem dúvida alguma dos melhores exemplos da literatura (conto) fantástica portuguesa.

Fica aqui uma pequena nota sobre o autor:

Jorge de Sena nasceu em Lisboa a 2 de novembro de 1919 e morreu em Santa Bárbara, na Califórnia, a 4 de junho de 1978. Licenciado em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia do Porto, parte para o exílio no Brasil em 1959 e aí doutora-se em Letras e torna-se regente das cadeiras de Teoria da Literatura e de Literatura Portuguesa. Muda-se para os Estados Unidos da América em 1965, lecionando na Universidade de Wisconsin e, anos depois, na Universidade da Califórnia. Poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e tradutor, é considerado um dos mais relevantes escritores de língua portuguesa do século XX, autor de títulos como Metamorfoses (1963), Os Grão-Capitães (1976), O Físico Prodigioso (1977) e Sinais de Fogo (1979), este último considerado a sua obra-prima. (in Wook)

Para saber mais sobre a vida e obra deste escritor clique na fotografia para aceder à versão integral do artigo de apresentação de Jorge de Sena, por Jorge Fazenda Lourenço, que está disponível no Centro Virtual Camões - Camões IP.

sábado, 2 de novembro de 2019

"Uma pequena luz", de Jorge de Sena

Neste episódio do programa "Voz" escutamos o poema de Jorge de Sena dito pela atriz Carmen Dolores. Um encontro com a poesia para ver, ouvir e ler aqui.



“Uma Pequenina Luz”

Uma pequenina luz bruxuleante
não na distância brilhando no extremo da estrada
aqui no meio de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una picolla… em todas as línguas do mundo
uma pequena luz bruxuleante
brilhando incerta mas brilhando
aqui no meio de nós
entre o bafo quente da multidão
a ventania dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro azedo dos que a não vêem
só a adivinham e raivosamente assopram.
Uma pequena luz
que vacila exacta
que bruxuleia firme
que não ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.
Muda como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Brilhando indeflectível.
Silenciosa não crepita
não consome não custa dinheiro.
Não é ela que custa dinheiro.
Não aquece também os que de frio se juntam.
Não ilumina também os rostos que se curvam.
Apenas brilha bruxuleia ondeia
indefectível próxima dourada.
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não:
brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Apenas como elas.
Mas brilha.
Não na distância. Aqui
no meio de nós.
Brilha

Jorge de Sena

Fonte: 
RTP Ensina; "Uma pequena luz, de Jorge de Sena" (Em linha) (Consult. 02.11.2019) Disponível em http://ensina.rtp.pt/artigo/jorge-sena-poesia/

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Cultura científica em Portugal


Diretor de Publicações: António Araújo
Título: Cultura científica em Portugal: Ferramentas para perceber o mundo e aprender a mudá-lo
Autores: António Granado e José Vítor Malheiros
Revisão do texto: Isabel Branco
Design: Inês Sena
Paginação: Guidesign
Impressão e acabamentos: Guide – Artes Gráficas, Lda.
ISBN: 978-989-8819-32-1
Fundação Francisco Manuel dos Santos
Novembro 2015


Este ensaio/estudo foi patrocinado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e está disponível para descarga gratuita neste link.

Como explicam os próprios autores na introdução do livro:

"Este pequeno ensaio tem por objectivo mapear algumas iniciativas de promoção da cultura científica e tecnológica que tiveram lugar nas últimas duas décadas em Portugal, criando uma primeira abordagem panorâmica a este tema que, longe de ser exaustiva, não tem a pretensão de ser uma obra fechada podendo antes servir de base a outros trabalhos sobre o mesmo tema que venham a realizar-se nos próximos anos".

"Segundo a definição da OCDE (Organisation for Economic Co-Operation and Development. Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento), literacia científica é a “capacidade para usar o conhecimento científico, para identificar questões e para extrair conclusões com bases em provas de forma a compreender e a poder tomar decisões sobre o mundo natural e as alterações nele causadas pela actividade humana” [1]. A definição não é famosa mas é o que a OCDE diz. O especialista de literacia científica Jon Miller diz, simplesmente, que “literacia científica é a capacidade de ler o New York Times de terça-feira” (o dia em que é publicada a secção de Ciência). Literacia científica é, assim, a capacidade que qualquer cidadão deve ter para ler a ciência que está à sua volta – na informação que lê nos jornais, nas bulas dos medicamentos, nos conselhos sobre consumo, na informação dada pelo médico. Trata-se da capacidade que qualquer cidadão deve ter para compreender o mundo natural e o mundo científico e tecnológico à sua volta, para saber fazer perguntas e procurar a informação que não tem, para ter uma opinião sobre o mundo e a capacidade de escolher de forma informada entre as opções possíveis. Não para fazer escolhas perfeitas, com conhecimento profundo sobre todas as implicações possíveis, mas para saber ler minimamente o que o rodeia, para não viver submerso numa realidade sem sentido. A literacia científica é, se quisermos, o primeiro passo da cultura científica. A literacia científica está para a cultura científica como a literacia está para a cultura." (p. 17).

[1] http://www.oecd.org/ pisa/pisaproducts/Draft%20 PISA%202015%20Science%20 Framework%20.pdf