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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Páscoa Feliz!

A equipa educativa da BE/CRE da ESA deseja à Comunidade Educativa e a todos os leitores deste blogue uma doce Páscoa, com muito descanso e recheada de boas leituras!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Bom Ano 2019

Feliz Ano 2019

A equipa educativa da Biblioteca Escolar – Centro de Recursos Educativos da Escola Secundária da Amadora deseja à Comunidade Educativa e a todos os leitores / acompanhantes deste blogue um Bom Ano e reproduz para início de 2019 o poema do escritor brasileiro Ferreira Gullar "Ano Novo":

ANO NOVO

Meia-noite. Fim
de um ano, início
de outro. Olho o céu:
nenhum indício.
Olho o céu:
o abismo vence o
olhar. O mesmo
espantoso silêncio
da Via-Láctea feito
um ectoplasma
sobre a minha cabeça
nada ali indica
que um ano novo começa.
E não começa
nem no céu nem no chão
do planeta:
começa no coração.
Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho
estelar
que sonha
(e luta). 


Ferreira Gullar, pseud.

Fonte:
AC-ArtCult (Em linha) Disponível em http://artecult.com/tres-poemas-sobre-o-ano-novo/

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Natal Chique de Vitorino Nemésio



Natal Chique

Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.

Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.

Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado...
Só esse pobre me pareceu Cristo.

Vitorino Nemésio, in 'Antologia Poética'

Fonte: 
NEMÉSIO, Vitorino; "Natal chique" in Citador (Em linha) (Consult. 21.12.2018) Disponível em http://www.citador.pt/poemas/natal-chique-vitorino-nemesio

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Festas Felizes


A equipa educativa da BE/CRE da Escola Secundária da Amadora deseja à Comunidade Educativa do Agrupamento de Escolas Pioneiros da Aviação Portuguesa e a todos os leitores / acompanhantes deste blogue um Santo e Feliz Natal e um próspero Ano Novo cheio de Boas Leituras.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Páscoa Feliz!

A equipa educativa da BE/CRE da ESA deseja à Comunidade Educativa e a todos os leitores deste blogue uma Páscoa muito doce, revigorante e recheada de boas leituras!

domingo, 31 de dezembro de 2017

Bom Ano 2018



A equipa educativa da Biblioteca Escolar – Centro de Recursos Educativos da Escola Secundária da Amadora deseja à Comunidade Educativa e a todos os leitores/ acompanhantes deste blogue um Bom Ano e reproduz para início de 2018 o poema “Esperança” de Mario Quintana:


Esperança
 Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenes
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
-              ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
-              Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
-              O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mário Quintana (1906-1994)


FONTE:

QUINTANA, Mario; “Esperança”, in Pensador (Em linha) (Consult. 21.12.2017) Disponível em https://www.pensador.com/poemas_de_mario_quintana/2/

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

O melhor presente de Natal




O melhor presente de Natal do mundo

A todos quantos, de ambos os lados do conflito,
tomaram parte na trégua de Natal de 1914.

Vi-a numa loja de velharias em Bridport. Era uma escrivaninha de tampo corrediço, e o vendedor afirmava tratar-se de uma peça de carvalho do início do século XIX. Havia anos que procurava uma escrivaninha deste estilo, mas nunca tinha encontrado uma que pudesse comprar. Esta não estava em bom estado: a tampa mostrava várias rachadelas, uma das pernas estava mal consertada, e tinha partes queimadas.
Não era cara, e pensei que eu próprio poderia tentar restaurá-la. Seria um risco, um desafio, mas era a minha única oportunidade de possuir uma escrivaninha de tampo corrediço. Paguei o que o homem pediu, e levei-a para a minha oficina, na parte de trás da garagem. Comecei a restaurá-la na véspera de Natal, sobretudo devido à quantidade de visitas que tinha em casa. Faziam muito barulho e eu queria encontrar algum sossego.
Abri o tampo e puxei as gavetas. Cada uma delas anunciava um desafio maior do que eu tinha imaginado. O verniz estava a descascar um pouco por todo o lado: parecia que a peça tinha sido salva de um naufrágio. Era evidente que esta escrivaninha tinha atravessado fogo e água. A última gaveta estava empenada e tentei abri-la com cuidado. Mas os meus esforços não resultaram e tive de usar toda a força que pude. Bati-lhe com o punho e logo ela se abriu, revelando um compartimento secreto. Este continha uma pequena caixa de folha, com uma folha de papel pautada, na qual a mão trémula de alguém tinha escrito: “A última carta de Jim, recebida a 25 de Janeiro de 1915. Para ser enterrada comigo, quando eu morrer.”
Soube, logo que o fiz, que não deveria abrir a caixa, mas a curiosidade levou a melhor sobre os meus escrúpulos. Como sempre.
Dentro da caixa estava um envelope, endereçado a Mrs Jim Macpherson, 12 Copper Beeches, Bridport, Dorset. Peguei na carta e abri-a. Estava escrita a lápis e datava de 26 de Dezembro de 1914.


Querida Connie





Escrevo-te, feliz, porque acaba de acontecer algo de maravilhoso que quero contar-te desde já. Ontem de manhã, encontrávamo-nos todos nas trincheiras. Era Dia de Natal e estava uma das manhãs mais bonitas que vira até então, tranquila e gelada como uma manhã de Natal deve ser. Gostava de poder dizer-te que fomos nós a ter a iniciativa. Mas a verdade, envergonho-me de to dizer, foi que os Alemães é que tomaram a iniciativa. Primeiro, alguém viu uma bandeira branca a ondular nas trincheiras do inimigo. Depois, alguém gritou:

— Feliz Natal! Feliz Natal!

Quando nos tínhamos recomposto da surpresa, alguns de nós retribuíram:
— Feliz Natal para vocês também!
Pensei que tudo ficaria por ali. Todos pensámos, aliás. Mas, de repente, vimos um deles, no seu sobretudo cinzento, a agitar uma bandeira branca.
— Não atirem, rapazes! — alguém gritou.
E logo vimos mais Alemães, uns a seguir aos outros, a aproximar-se da nossa trincheira.
— Mantenham-se em baixo — ordenei aos meus homens. — É uma armadilha.
Mas não era tal.
Um dos Alemães agitava uma garrafa no ar.
— É Dia de Natal. Temos cerveja e salsichas. Querem juntar-se a nós?
Por esta altura, já dezenas deles se dirigiam até nós, atravessando a terra de ninguém que nos separava. Nenhum deles transportava armas. O soldado Morris foi o primeiro a mexer-se.
— Vamos lá, rapazes! De que estamos à espera?
Ninguém conseguiu impedi-los. Eu era o oficial e devia ter travado tudo aquilo imediatamente. Mas nem sequer me ocorreu. Homens de ambos os lados, vestidos com sobretudos cinzentos ou com uniformes caqui, caminhavam em direcção uns aos outros, e eu era um deles. Fazia parte daquilo. No meio da guerra, celebrávamos a paz.
Não podes imaginar, querida Connie, o que senti, quando olhei, nos olhos, o oficial alemão que se aproximava de mim, com a mão estendida.
— O meu nome é Hans Wolf — disse, segurando a minha mão com firmeza e afabilidade. — Sou de Dusseldorf e toco violoncelo na orquestra da cidade. Feliz Natal!
— Sou o Capitão Jim Macpherson — respondi. — Sou professor em Dorset, no leste de Inglaterra. Feliz Natal para si, também!
— Dorset — repetiu. — Conheço muito bem esse lugar.
Partilhámos a minha ração de aguardente e a excelente salsicha dele. E falámos, falámos sem parar. O inglês dele era excelente, mas acontece que nunca tinha posto os pés em Dorset. Tudo o que sabia sobre Inglaterra tinha-o aprendido na escola e nos livros que lia em inglês. O seu escritor favorito era Thomas Hardy,e o seu livro preferido Far from the Madding Crowd. Naquela terra de ninguém, conversámos sobre Bathsheba, Gabriel Oak, Sergeant Troy e Dorset. Tinha mulher e um filho, com seis meses de idade. Enquanto olhava à minha volta, só via manchas de cor cinzenta e caqui a fumar, a rir, a comer e a beber. Hans Wolf e eu partilhámos o que restava do teu óptimo bolo de Natal. Segundo ele, o teu maçapão era o melhor que alguma vez provara. Concordei. Concordávamos em tudo, Connie, e ele era meu inimigo. Nunca houvera uma festa de Natal assim.
Alguém trouxe uma bola de futebol. Os sobretudos foram despidos e transformados em postes de balizas. O jogo começou. Hans Wolf e eu assistimos e encorajámos os jogadores, aplaudindo e batendo com os pés no chão, para afastarmos o frio. Houve um momento em que vi a nossa respiração misturar-se. Ele viu o mesmo e sorriu.
— Jim Macpherson — disse, passado um bocado — penso que é assim que esta guerra devia ser resolvida. Como um jogo de futebol. Ninguém morre num jogo de futebol. Ninguém fica órfão. Nenhuma mulher fica viúva.
— Prefiro o críquete — disse-lhe. — Assim, os Ingleses ganhariam.
Rimo-nos da minha piada e assistimos ambos ao jogo. Pena-me dizer que os Alemães ganharam 2-1. Mas Hans Wolf comentou, com generosidade, que o nosso golo fora mais bem marcado do que o deles.
Quando o jogo acabou, já há muito tinham desaparecido a cerveja, o bolo, a aguardente e as salsichas. Desejei felicidades a Hans e fiz votos de que voltasse a ver a família em breve, de que a guerra acabasse depressa, e de que todos regressássemos a casa sãos e salvos. Respondeu-me:
— Penso que é o que todos os soldados querem, sejam Alemães ou Ingleses. Tome cuidado consigo, Jim Macpherson. Nunca o esquecerei, nem esquecerei este momento.
Fez-me continência e afastou-se, devagar, como que involuntariamente. Virou-se para acenar, uma vez mais, e logo se transformou num elemento mais, entre as centenas de homens vestidos de cinzento, que regressavam às suas trincheiras.
Nessa noite, ouvimo-los entoar um belo cântico de Natal, Noite Feliz. Os nossos rapazes responderam com Enquanto os pastores observavam. Trocámos cânticos durante mais algum tempo e depois calámo-nos. Foi um momento de paz e boa vontade, que recordarei com carinho enquanto viver.


Querida Connie, no Natal do ano que vem, esta guerra não será mais do que uma recordação vaga e terrível. Sei, por tudo o que aconteceu hoje aqui, o quanto ambos os exércitos desejam a paz. Em breve estaremos de novo juntos, tenho a certeza. 

 O teu querido Jim


Dobrei a carta e coloquei-a de novo no envelope. Não contei a ninguém o meu achado: guardei para mim mesmo a vergonha da minha intrusão. Penso que foi este sentimento de culpa que me manteve toda a noite acordado. Na manhã seguinte, já sabia o que devia fazer. Apresentei uma desculpa qualquer e não fui à igreja com o resto da família. Guiei até Bridport, que ficava apenas a uns quilómetros dali. Perguntei a um rapaz, que passeava o cão, onde ficava a casa.
O número 12 não passava de uma concha vazia, com um telhado em ruínas e as janelas entaipadas. Toquei na casa ao lado e perguntei se sabiam o paradeiro de Mrs Macpherson. Um homem de idade, em pantufas, respondeu afirmativamente. Disse que era uma senhora amorosa, um pouco confusa, o que era normal, dado que tinha 101 anos. Estava em casa quando esta se incendiou. Ninguém sabia como o incêndio começara, mas pensavam que deveriam ter sido as velas. A senhora usava velas em vez de electricidade, porque achava que a electricidade era demasiado cara. O bombeiro tinha-a salvo a tempo. Agora vivia num lar chamado Burlington House, na estrada de Dorchester, do outro lado da cidade.
Encontrei Burlington House com facilidade. Havia serpentinas de papel no corredor e uma árvore de Natal iluminada estava montada num canto, com um anjinho no topo. Disse que era um amigo de Mrs Macpherson e que viera trazer-lhe um presente de Natal. Podia ver, através da porta envidraçada da sala que estavam todos com chapéus de papel e a cantar Good King Wenceslas. A Directora também usava um chapéu e ficou contente por me ver. Até me ofereceu uma empada de carne picada. Depois conduziu-me ao quarto de Mrs Macpherson.
— Mrs Macpherson não está na sala com os outros, porque hoje sente-se bastante confusa. Não tem família e ninguém a visita. Tenho a certeza de que vai gostar muito de o ver.
Conduziu-me até uma estufa, cheia de cadeiras de palhinha e vasos com plantas, e deixou-me a sós com Mrs Macpherson. Esta encontrava-se sentada numa cadeira de rodas, com as mãos no regaço. O seu cabelo fino, branco e prateado, estava apanhado num rolo. Contemplava o jardim, absorta.
— Olá! — saudei.
Virou a cabeça e olhou-me com um olhar vago.
— Feliz Natal, Connie! — continuei. — Encontrei isto. Penso que é seu.
Enquanto eu falava, os olhos dela nunca se desviaram da minha cara. Abri a caixinha de folha e dei-lha. Os olhos dela iluminaram-se num reconhecimento do objecto e a sua face irradiou uma felicidade súbita. Falei-lhe da escrivaninha, de como a encontrara. Creio que não me ouviu. Ficou calada durante algum tempo, enquanto acariciava docemente a carta com os dedos.
De repente, pegou na minha mão. Tinha os olhos marejados de lágrimas.
— Bem me disseste que vinhas pelo Natal, querido. E eis-te aqui, o melhor presente de Natal do mundo. Vem para perto de mim e senta-te, meu querido Jim.
Sentei-me ao lado dela e beijou-me a face.
— Lia constantemente a tua carta. Era como se ouvisse a tua voz dentro da minha cabeça. Era uma maneira de sentir-te comigo. E agora estás mesmo. Agora que voltaste, podes ler a carta tu próprio. Queres lê-la? Só quero ouvir a tua voz de novo, Jim. Depois podemos tomar chá. Fiz-te um belo bolo de Natal em maçapão. Sei o quanto adoras maçapão.

Michael Morpurgo
The best Christmas present in the world
London, Egmont Books, 2004, 48 p.
ISBN: 9781405215183

FONTE:
MORPURGO, Michael; “The best Christmas presente in the world”, in Contos de aula, post de 21.12.2010 (Em linha) (Consult. 15.12.2017) Disponível em http://contosdeaula.blogspot.pt/2010/12/o-melhor-presente-de-natal-do-mundo.html

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Festas Felizes



A equipa educativa da BE/CRE da Escola Secundária da Amadora deseja à Comunidade Educativa do Agrupamento de Escolas Pioneiros da Aviação Portuguesa e a todos os leitores/ acompanhantes deste blogue um Santo Natal repleto de paz e ternura, pleno de satisfações e... muitas leituras.

A estrela

” Precisamos de uma estrela que desarme a noite
Precisamos de uma palavra transparente
que nos ofereça a possibilidade de um começo
Precisamos de uma esperança que se propague
Precisamos de lugares límpidos
fora e dentro de nós
Precisamos de reencontrar uma vida onde a prece
e o louvor voltem a ser possíveis
Precisamos de um gesto para dizer uma alegria
maior do que a alegria
Precisamos de acolher o dom
e o seu equilíbrio difícil e leve
Precisamos de alguém que em pleno inverno
nos ensine a trazer no coração
a primavera a arder “
José Tolentino de Mendonça

FONTE:

MENDONÇA, José Tolentino de; “A estrela”, in Dois atlantes (Em linha) (Consult. 20.12.2017) Disponível em https://doisatlantes.wordpress.com/tag/jose-tolentino-de-mendonca/

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Páscoa Feliz!

A equipa educativa da BE/CRE da ESA deseja à Comunidade Educativa e a todos os leitores deste blogue uma Páscoa muito doce, revigorante e recheada de boas leituras!

sábado, 31 de dezembro de 2016

Bom Ano 2017!


Orkutei.com.br

A equipa educativa da Biblioteca Escolar – Centro de Recursos Educativos da Escola Secundária da Amadora deseja à Comunidade Educativa e a todos os leitores/ acompanhantes deste blogue um Ano 2017 repleto de alegrias e de realizações e neste virar de página/ano reproduz o “Poema do alegre desespero”, de António Gedeão:

Poema do alegre desespero - António Gedeão

Compreende-se que lá para o ano três mil e tal
ninguém se lembre de certo Fernão barbudo
que plantava couves em Oliveira do Hospital,

ou da minha virtuosa tia-avó Maria das Dores
que tirou um retrato toda vestida de veludo
sentada num canapé junto de um vaso com flores.

Compreende-se.

E até mesmo que já ninguém se lembre que houve três impérios no Egipto
(o Alto Império, o Médio Império e o Baixo Império)
com muitos faraós, todos a caminharem de lado e a fazerem tudo de perfil,
e o Estrabão, o Artaxerpes, e o Xenofonte, e o Heraclito,
e o desfiladeiro das Termópilas, e a mulher do Péricles, e a retirada dos dez mil,
e os reis de barbas encaracoladas que eram senhores de muitas terras,
que conquistavam o Lácio e perdiam o Épiro, e conquistavam o Épiro e perdiam o Lácio,

e passavam a vida inteira a fazer guerras,
e quando batiam com o pé no chão faziam tremer todo o palácio,
e o resto tudo por aí fora,
e a Guerra dos Cem Anos,
e a Invencível Armada,
e as campanhas de Napoleão,
e a bomba de hidrogénio.

Compreende-se.

Mais império menos império,
mais faraó menos faraó,
será tudo um vastíssimo cemitério,
cacos, cinzas e pó.

Compreende-se.
Lá para o ano três mil e tal.

E o nosso sofrimento para que serviu afinal?

Fonte: http://www.escritas.org/pt/t/1492/poema-do-alegre-desespero

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Feliz Natal

Quase a uma semana do Natal e a ultimar o primeiro período de aulas delicie-se com esta curta e mágica animação.



A todos bom Natal.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Feliz Páscoa!

A equipa educativa da BE/CRE da ESA deseja à Comunidade Educativa e a todos os leitores deste blogue uma doce Páscoa, com muito descanso e recheada de boas leituras!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Feliz 2016!

Recados Online



A equipa educativa da Biblioteca Escolar – Centro de Recursos Educativos da Escola Secundária da Amadora deseja à Comunidade Educativa e a todos os leitores/ acompanhantes deste blogue um Bom Ano e reproduz para início de 2016 o poema “Recomeça”, de Miguel Torga:

Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

Miguel Torga

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Boas Festas



A equipa educativa da BE/CRE da Escola Secundária da Amadora deseja à Comunidade Educativa do Agrupamento de Escolas Pioneiros da Aviação Portuguesa e a todos os leitores/ acompanhantes deste blogue um Santo Natal repleto de paz e ternura.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Feliz Páscoa!

A equipa da BE/CRE deseja a toda a Comunidade Educativa uma doce Páscoa, com muito descanso e recheada de boas leituras!



quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015!


Contagem regressiva para o Ano Novo! - Recados e Imagens para orkut, facebook, tumblr e hi5


A equipa educativa da Biblioteca Escolar – Centro de Recursos Educativos da Escola Secundária da Amadora deseja à Comunidade Educativa e a todos os leitores/ acompanhantes deste blogue um Bom Ano e neste início de 2015 recorda o poema de Fernando Pessoa alusivo a esta data.

ANO NOVO

Ficção de que começa alguma cousa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a água nua.

Curvas do rio escondem só movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento.

[1-1-1923]

In: Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005


FONTE: 
CASA FERNANDO PESSOA: banco de poesia. Disponível em http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=2242

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Boas Festas


Feliz Natal - Recados e Imagens para orkut, facebook, tumblr e hi5


A equipa da BE/CRE da Escola Secundária da Amadora deseja a toda a Comunidade Educativa do Agrupamento de Escolas Pioneiros da Aviação Portuguesa Festas Felizes.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

"Café adoçado com poesia"


No âmbito da celebração do 42º Aniversário da Escola Secundária da Amadora procedeu-se na sexta-feira, dia 21 de fevereiro, à iniciativa “Café adoçado com poesia”, dinamizada pela professora de Português Ana Dias e apoiada pela Biblioteca Escolar – Centro de Recursos Educativos.

A sessão decorreu no recinto do Bar da Escola e durante uma hora alunos de diferentes turmas e professores de várias áreas disciplinares leram poemas de autores portugueses dos quais se destaca Camões, Alice Vieira, António Gedeão, Jorge Castro, João de Deus, Fernando Pessoa, David Mourão-Ferreira, entre outros, bem como poemas criados pelos próprios participantes perante uma audiência atenta e calorosa.

Não querendo menosprezar os intervenientes neste evento temos de salientar o momento poético em que se recordou Galileu Galilei, os risos espontâneos fruto do espírito satírico do poeta João de Deus, a riqueza do conteúdo dos poemas escritos por Luís Perdigão, ex-aluno da ESA, veterano nestas sessões e presença muito querida, e a audição, em mandarim, de um poema de Fernando Pessoa, no qual constatámos que a beleza das palavras e a sonoridade são transversais e independentes da língua em que são expressas. Quão fácil é perceber, após esta experiência, o sucesso de Marisa no Japão quando cantou fado em português.

Em poucas palavras uma sessão que não será difícil de recordar.

Aqui ficam algumas imagens desta sessão memorável: